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    Aspectos que precisam ser considerados antes de ingressar na carreira de consultor

    Como resultado direto das turbulências econômicas, muitos executivos que atuam na área de TI tem perdido empregos estáveis e, ao que tudo indica, essa situação ainda deve piorar nos próximos meses. Sem muita opção de encontrar uma nova vaga nas empresas, muitos profissionais começam a avaliar a possibilidade de montar uma pequena consultoria.Esse tipo de negócio, no entanto, representa um risco. Isso porque, na maior parte dos casos, as consultorias de pequeno porte não têm estabelecido uma carteira de clientes, metodologias e processos administrativos. Pior, não apresentam recursos necessários para capacitação.

    Leia também: O CIO que virou consultor

    Assim, antes do CIO ou diretor de TI aceitar um convite para trabalhar numa pequena consultoria ou, mesmo, montar um negócio próprio nesse setor, deve considerar os seguintes aspectos:

    Oferta de serviços: As pequenas consultorias de sucesso precisam oferecer um pequeno número de serviços, mas de muito alta qualidade. Deve-se focar em um determinado setor ou oferta no qual a equipe tem bastante expertise. Ou seja, vale resistir à vontade de dizer aos potenciais clientes que sua empresa pode endereçar qualquer necessidade de TI.

    Desenvolvimento de negócios: Nenhuma consultoria existe sem clientes. Mas a maioria das empresas de pequeno porte não tem cuidado na hora de analisar o público-alvo. De forma geral, quando um profissional inicia um negócio, os próprios amigos o contratam. Isso até ajuda a dar início à operação, mas não cria uma companhias sustentável. As verdadeiras empresas de sucessos precisam identificar oportunidades de negócio e fechar acordos com clientes que elas ainda não conhecem. Assim, se você odeia ser vendedor ou não consegue imaginar a possibilidade de fazer ligações para estranhos, esqueça o trabalho em uma pequena consultoria.

    Fique atento às expectativas: Executivos que viram consultores algumas vezes querem oferecer conselhos baseados na sua própria experiência. Mas as consultorias que vão sobreviver a longo prazo devem trabalhar com uma abordagem verdadeiramente consultiva. Ou seja, até podem usar a experiência dos profissionais, contudo, precisam identificar as necessidades reais dos clientes para criar soluções e recomendações baseadas em análises rigorosas. Isso inclui, principalmente, dar atenção aos detalhes.

    Defesa das idéias: Na maior parte das grandes organizações, os gerentes de nível médio se negam a implementar algumas idéias dos seus superiores. Com base nisso, as consultorias pequenas precisam ficar atentas para não impor suas idéias e, sim, vendê-las. Isso exige uma integração com o cliente e flexibilidade para modificar os objetivos iniciais. O ego não pode prevalecer.

    Delegar: Pelo fato de uma pequena consultoria trabalhar com uma equipe limitada e, dificilmente, conta com o apoio de consultores menos experientes ou com uma equipe administrativa, delegar pode não ser uma opção viável. Com isso, os consultores precisam ter habilidades com Excel e PowerPoint, bem como devem saber escrever seus próprios relatórios.

    Status: As pessoas que escolhem trocar um cargo executivo pelo trabalho em uma pequena consultoria perdem o status e os benefícios de uma grande organização. Assim, na maior parte dos casos, esses profissionais precisam aprender a trabalhar sem um assistente, em um escritório menor e com uma rede de computadores nem tão eficiente. Além disso, os jantares com clientes acabaram. Na prática, isso pode gerar um desapontamento para os profissionais, os quais precisam adequar suas atitudes e objetivos a esse novo cenário.

    Impacto financeiro: Com equipes enxutas, as consultorias menores só conseguem ser rentáveis quando os profissionais estão trabalhando em projetos que vão trazer resultados financeiros. No entanto, essas empresas precisam estar preparadas para enfrentar períodos de poucas demandas e, por consequência, dinheiro limitado para pagar empregados e fornecedores. O que exige estar bem preparado financeiramente.

    Estratégia de saída: Consultorias menores, muitas vezes, são organizadas com base no estilo de vida dos proprietários. Com isso, se a empresa é administrada por profissionais jovens, pode ser baseada em oportunidades e desafios. Ou, o contrário, se o sócio for mais conservador, pode representar um lugar mais austero. Assim, antes de aceitar o convite para trabalhar em uma pequena consultoria, entenda o perfil de quem dirige o negócio e veja se faz sentido, ou não, com seus objetivo.

     
    free hit counterTexto original de Bart Perkins em CIO (IDG Notícia)

    Buscando a recolocação profissional fora da área de TI

     

     
     
    Com formação em Tecnologia da Informação e passagens por áreas executivas de companhias como GE e IBM, Janice Weinberg – agora consultora – publicou o livro Debugging Your Information Technology Career, que trata das possibilidades de recolocação de profissionais de TI em outras áreas de atuação. Cada capítulo inclui uma seção “resistência à recessão”, que analisa quão vulnerável cada segmento é a crises econômicas, e como executivos devem agir para sobreviver aos maus tempos.

    A autora conta que sua primeira idéia sobre a produção do livro surgiu em 2004, quando o processo de terceirização de algumas funções tradicionais de TI gerou um certo temor em toda a comunidade de profissionais da área. Na ocasião, lembra Janice, não havia muitas opções para aqueles que acabavam, porventura, saindo do mercado.

    “O que eu notei na época – e que me deixou preocupada – foram profissionais de TI mudando completamente suas carreiras devido a esse imprevisto”, disse Weinberg, contando que muitos de seus conhecidos da área acabaram tornando-se professores, enfermeiros de alto padrão ou até mesmo aventurando-se na arte da culinária.

    “Observei tudo aquilo e me questionei o motivo de não estar lendo nada a respeito dessas pessoas que investiram tanto tempo, dinheiro e energia em uma empreitada voltada à tecnologia e agora utilizavam seus conhecimentos como atrativos para atuar com sucesso em outro segmento profissional”, completou a autora.

    Ela alerta que algumas opções apontadas em seu livro, como administrador de empreendimentos de saúde, podem parecer um pouco longe da realidade; mas explica que com o desenvolvimento – por exemplo – de sistemas de detecção de erros na manipulação de medicamentos, é possível utilizar as habilidades de TI para se destacar em tal mercado. Entretanto, mostra que alternativas como a de analista de ações pode requerer que os profissionais busquem qualificações em MBAs e outros cursos específicos.

    Uma mudança natural, segundo ela, pode ser a de um administrador ou gerente de segurança para a área de seguros. “Um dos segmentos de destaque nas seguradoras atualmente é a proteção de dados na web, visto que as companhias têm suas informações cada vez mais expostas – interna ou externamente”, conta Janice.

    Na mesma linha, ela sugere que engenheiros de software podem, seguramente, trabalhar como gerente de produtos em uma companhia especializada nas soluções similares as que o profissional atuava.

    A autora cita o exemplo de John Sulja, ex-vice presidente de operações de TI de uma companhia do Toronto, no Canadá, como um desses executivos que busca recolocação. “Olhando sob o prisma de desenvolvimento corporativo e industrial, vejo que minha carreira se resume fazer com que: uma organização opere com mais eficiência, menos custos e produza coisas melhores”, disse Sulja.

    “Antes eu era mais preocupado em resolver problemas de clientes e questões logísticas. Hoje busco utilizar o conhecimento adquirido previamente para trabalhar em uma companhia de menor porte”, complementa o executivo.

    O site canadense, especializados em empregos, Workopolis, publicou uma pesquisa recentemente apontando que um quarto dos cidadãos do Canadá estão em busca de uma mudança de trabalho. O presidente da companhia, Patrick Sullivan, no entanto, afirmou que o resultado do estudo não significa que os gestores de TI deixarão seus cargos completamente.

    “O que as pessoas tendem a fazer é procurar campos de atuação em segmentos mais estáveis. A área de saúde, por exemplo, está sempre contratando. É preciso encontrar opções em que os funcionários usem as mesmas habilidades já desenvolvidas, mas de uma forma mais prazerosa”, afirmou Sullivan.

    Para aqueles que ainda não mudaram de emprego, ele sugere que passem a avaliar uma forma de mudança. Já, para os que buscam recolocação imediatamente, o presidente da Workopolis aconselha-os a buscarem profissionais que os ajudem na elaboração de currículos e na busca por vagas.

    Artigo de Shane Schick, Computerworld Canadá, publicado no site CIO em 9 de janeiro de 2008.
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    Dicas para montar um currículo atraente

    Currículos da área de tecnologia estão se empilhando muito rápido nas mesas dos recrutadores. Mais do que nunca, é importante ter um currículo que se destaque da multidão. Infelizmente, os profissionais de TI têm a fama de produzir currículos muito complicados de se entender.

    No mercado aquecido do ano passado, até dava para se safar com um currículo pobre. No ambiente turbulento que vivemos, no entanto, um currículo bem escrito e formatado pode fazer toda a diferença para você garantir seu sustento diário.

    A Infoworld americana preparou uma lista com cinco dicas essenciais para ajudar o profissional de tecnologia na elaboração de um currículo de destaque.

    1 – Deixe os detalhes de lado.
    “O problema número 1 com a maioria dos currículos técnicos é que eles são muito longos”, diz Martha Heller, diretora administrativa e recrutadora da firma de recrutamento ZRG. É muito comum, afirma, recebermos currículos de seis páginas que poderiam ter duas. Três páginas é o limite, mas somente se o profissional tiver ao menos uma década de experiência e conquistado muitos bons resultados.

    Os profissionais de TI tendem a escrever grandes currículos porque entendem o valor de documentação e dos detalhes. O pensamento é de que o trabalho existirá somente se ele estiver bem documentado. Há também o temor de que a tecnologia importante para o potencial empregador deva ser somente o minicomputador DEC PDP-11, no qual o profissional trabalhou nos anos 1980, mas não mencionou no currículo. Dirigido por esse medo descabido, os profissionais de TI mais nervosos engordam seus currículos com todos os detalhes técnicos desde o surgimento dos computadores.

    O conselho de Heller é ficar mais tranqüilo e resumir tudo. “Com o ritmo das mudanças da tecnologia, não há nenhuma forma de aquela tecnologia com a qual você não lida desde 1985 ajude a encontrar um emprego agora. Deixe fora do seu currículo”, diz.

    2 – Não escreva um objetivo.
    “Não coloque um objetivo no currículo”, diz Carole Schlocker, que dirige o iSpace, uma firma de recrutamento em TI. “Ninguém liga para o que você quer. As empresas querem saber o que você pode fazer por elas”, afirma.

    Uma forma comum de iniciar um currículo seria algo como “Objetivo: usar meus conhecimentos técnicos em um ambiente empresarial abrangente para crescer com a organização e ajudá-la a ser competitiva e lucrativa”.

    Em vez do objetivo, tente abrir o currículo com um resumo das qualificações em, no máximo, quatro tópicos. Veja um exemplo de como fazê-lo:

    - Mais de 10 anos trabalhando com aplicações Oracle, personalizando-as para organizações globais;
    - Expertise específica nos seguintes módulos e versões Oracle: Procurement and Spend Analytics, Hyperion Financial Management.

    Os dois tópicos são resumidos, evitam frases e palavras genéricas como “gerência de projetos”, “suporte a vendas”, “liderança”, “trabalho em equipe” e “excelente habilidades comunicativas”. Pequenos, os currículos não comportam estes termos que ficam sem sentido.

    3 – Saiba os canais pelos quais seu currículo passa.
    Quando for fazer o currículo, pense nas mãos e nos locais pelos quais ele vai passar. A maioria dos currículos de profissionais de TI entram em um redemoinho. Podem ser procurados por palavras chaves em mecanismos de busca, parar na mão de um contratador ou recrutador não técnico ou mesmo chegar nas mãos de um CTO ou CIO. O desafio é escrever um currículo que seja eficiente para todos.

    Em uma primeira etapa, seu currículo passa por um mecanismo de busca. Assim, você primeiro deve definir que tipos de acrônimos e palavras chaves têm maiores probabilidades de serem utilizadas. Pode ser uma tarefa árdua, mas, na dúvida, crie múltiplas versões de seu currículo, dependendo do objetivo.

    Ao definir palavras-chave, pense nas suas variantes. Você deve preencher o currículo com Access, MS Access ou Microsoft Access? Todas dizem a mesma coisa, mas é difícil saber qual terá mais valor para a busca. “O seguro é utilizar pelo menos duas das três”, diz Schlocker. É bom lembrar que as palavras-chave quase sempre são definidas de acordo com a descrição da vaga que a pessoa solicitante passa aos recrutadores.

    Outra questão importante é utilizar palavras-chave e acrônimos tanto na lista de habilidades técnicas quanto no corpo do currículo. Com isso, o candidato otimiza a busca e facilita a leitura por parte dos recrutadores, que conectará mais fácil os predicados do postulante e as características da vaga.

    4 – Destaque somente as certificações adequadas.
    Os gerentes de recrutamento estão com currículos até o pescoço e precisam separá-los em duas pilhas: os que servem e os que não servem. Certificações são uma forma bastante efetiva de realizar esse primeiro filtro. Certos ou errados, os recrutadores não-técnicos usam as certificações com freqüência para ajudá-los a avaliar as habilidades técnicas.
     
    Certificações são quase tão importantes quanto experiência de trabalho. Mas ter a certificação correta pode contar pontos a favor do candidato. De acordo com pesquisa da Foote Partners com mais de 22.000 profissionais de TI, as certificações mais valiosas hoje estão em dois campos: arquitetura e segurança. Certificações da Microsoft e da Cisco também estão em alta.

    5 – Saiba balancear a parte técnica com os negócios.
    Descrever seus empregos anteriores de forma sucinta e eficiente é mais arte do que ciência. Não há regras específicas, mas algumas dicas podem facilitar isso. A descrição de empregos anteriores deve se iniciar com um tópico que dá uma visão geral sobre o que foi realizado. Veja o exemplo:

    “Técnico especializado em serviços financeiros com experiência em redes de larga-escala com uptime excelente”

    O corpo deve descrever detalhes técnicos que mostra o impacto da atuação do profissional nos negócios. Tanto o gerente de recrutamento quanto o empresário quer funcionários que entendem o papel da tecnologia nos negócios, principalmente em tempos de turbulência financeira. Os empregos mais recentes devem conter os maiores detalhes, enquanto os mais antigos requerem apenas o nome da empresa e o seu cargo.

    Prefira números na hora de descrever as experiências passadas. Como um líder de administração de sistemas, por exemplo, quantas pessoas o candidato gerenciou? Se o postulante à vaga construiu uma rede de relacionamentos, deve pontuar o número de pessoas que ela reúne.

    Pode soar bem dizer que você respondia diretamente ao Presidente da empresa, mas o recrutador pode sentir-se enganado se descobrir que foi em uma empresa de cinco pessoas. “Habilidades técnicas, posição ocupada e realizações têm valor de acordo com o contexto da empresa na qual se trabalhava”, diz Heller.


    Texto adaptado da matéria na InfoWorld (EUA), publicada no site CIO em 7 de janeiro de 2009.
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